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[RPG
na Educação O que é (continuação):]
Conforme
Carlos Eduardo Lourenço publicou nos "Anais do I Simpósio de RPG
e Educação", o RPG como instrumento didático pode ser usado para
(1) apresentar conteúdo; ou (2) verificar conteúdo. Em "O Resgate
de 'Retirantes'", do mesmo autor, por exemplo, traz uma aventura
cujo objetivo é resgatar uma obra roubada de Cândido Portinari.
Mesmo que os alunos-jogadores não tenham a mínima noção de quem
Portinari foi, durante a partida aprenderão muitos aspectos da vida
do pintor. Por outro lado, uma aventura de RPG pode servir como
verificação do conteúdo, ou seja, uma aventura em que os alunos
tenham que colocar em prática os conhecimentos adquiridos em aulas
anteriores. Alfeu Marcatto, em "Saindo do Quadro", sugere que o
RPG não seja utilizado como instrumento de avaliação, isto é, que
não seja usado para atribuir notas ou conceitos aos alunos, mas
sim, que seja empregado como instrumento que auxilie no ensino e
verificação do quanto os alunos assimilaram dos assuntos estudados
em aula.
O objetivo do uso do RPG na sala de aula é o de proporcionar aos
alunos uma atividade lúdica que crie um ambiente diferenciado e
mais prazeroso para aprendizagem, facilitando, desta forma, o envolvimento
do aluno com a temática a ser trabalhada, criando situações que
se assemelhem à realidade. Na visão de Marcos Tanaka Riyis em seu
livro "Simples - Manual para o uso do 'RPG' na educação", através
de uma partida de RPG, a exposição dos alunos a determinadas situações
faz com que esses tenham que exercitar os conteúdos aprendidos,
mesmo que seja através de uma aplicação imaginária. A assimilação
de conteúdo é maior quando conseguimos pôr em prática aquilo que
aprendemos.
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